Susana Miranda

Escultura e Desenho

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O fragmento apresenta-se como um corpo (um ser), na sua totalidade.

As analogias estabelecidas entre o humano e outros seres vivos encontram-se nas transformações do corpo, nas semelhanças ou ironias formais, no gesto, e nos títulos atribuídos a algumas obras.

Essas analogias procuram aproximar os vários tipos de consciência. Procuram colocar ao mesmo nível as diferentes realidades dos seres. O humano mostra-se um ser incompleto e imperfeito, mas que se transcende quando «desce» (ou quando se eleva) até à condição de outro ser.

A transformação. A transfiguração. Ambas exigem rigor e delicadeza, sendo a forma alterada, somente, até um certo limite. Por vezes, uma pequena modificação nas proporções e medidas do corpo (fragmento), é o suficiente para uma modificação exagerada da forma. A complexidade e a perfeição circular do corpo humano exigem subtileza quando se pretende transformar o mesmo.

A transformação/transfiguração surge como a superação de uma condição humana, a superação de um limite físico, mental, ou emocional. O corpo que se altera na procura, no desejo, e na transcendência do humano.

A forma estranha aproxima-se da deficiência. A anormalidade apresenta-se como uma libertação: o corpo (o ser) que é constrangido por uma dificuldade, não se move, mas liberta-se através da sua transformação, ou do seu possível movimento.

Lisboa, 2011
Susana Miranda

Sobre

Sobre

Nascida em Lisboa em 1974.

Desde 2005 que mantém a actividade de escultura em pedra em Montelavar, Sintra.

Expõe individualmente e colectivamente desde 1998.

Está representada no Acervo de Desenho da Faculdade de Belas Artes de Lisboa, em colecções particulares, em Portugal e no estrangeiro e na Colecção de Arte Contemporânea do Museu Distrital da Guarda.

Experiência Académica e Profissional

Mestrado em Ensino das Artes Visuais

2010

Universidade de Lisboa / Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Tema da Dissertação: A obra de arte – um caminho para a reflexão e para o conhecimento. Projecto realizado com a colaboração da Casa das Histórias Paula Rego.

Licenciatura em Artes Plásticas – Escultura

2001

Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa

Colaboração

2006 - 2008

Colaboração como escultora no Acervo de Esculturas em Gesso da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

Estágio

2002 - 2004

Estágio no Centro Internacional de Escultura , Pêro Pinheiro: Aperfeiçoamento das Técnicas de Escultura em Pedra. Estágios no Ensino Superior do PRODEP III – Programa Operacional do Desenvolvimento Educativo para Portugal da União Europeia.

1º ano de Desenho

1993 - 1994

Sociedade Nacional das Belas Artes de Lisboa

O Processo da Escultura

Portefólio

Exposições

Bichos, Flores e Pássaros

Bichos, Flores e Pássaros

Galeria da Fac. das Belas Artes de Lisboa
Março / Abril de 2011

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Abóbada

Abóbada

Galeria Trema, Lisboa
Dezembro / Janeiro de 2011

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Corpo Sólido, Corpo Aquoso

Corpo Sólido, Corpo Aquoso

Project Room/ Pestana Art District, Cidadela de Cascais
Novembro de 2017

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Corpo Sólido, Corpo Aquoso

Corpo Sólido, Corpo Aquoso

Galeria d’ Arte do Museu da Guarda
Junho/Setembro de 2018

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Maldades

Maldades

Galeria Trema – Arte contemporânea
Junho/Julho de 2015

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EXPOSIÇÕES e PROJECTOS INDIVIDUAIS

2018/2019 – Corpo sólido, Corpo aquoso, 3º Salão de Outono, Museu da Guarda.

2018 – Corpo sólido, Corpo aquoso, Galeria d’ Arte do Museu da Guarda. (Artista convidada do SIAC 3 – 3º Simpósio Internacional de Arte Contemporânea)

2018 – Workshop (realização e orientação) – “Processos do pensar e do fazer na Escultura do corpo humano”. Pátio interior do Museu da Guarda. Integrado no SIAC 3 – Simpósio Internacional de Arte Contemporânea.

2017 – Corpo sólido, Corpo aquoso, Project Room/ Pestana Art District. Cidadela de Cascais.

2015 – Maldades, Galeria Trema – Arte Contemporânea, Lisboa.

2011 – Abóbada, Galeria Trema – Arte Contemporânea, Lisboa.

2011 - Bichos, Flores e Pássaros, Galeria da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

2005 – Bichos, Flores e Pássaros, Cooperativa de Comunicação e Cultura. Torres Vedras.

2001 – Tranvia: Der Dicher und die Insel: Ruy Cinatti und Timor
Dezembro 2001, pág. 11 e 12 – Reveu der Iberischen Halbinsel, Alemanha.

2000 – Condições, Centro Cultural de Alvito, Beja.

EXPOSIÇÕES e PARTICIPAÇÕES COLECTIVAS (selecção)

2019 – Intercepções – Um Lugar Dialogado. Exposição de Escultura da Colecção de Arte Contemporânea do Museu da Guarda. Panteão dos Cabrais, Belmonte. (Integrada no SIAC 4).

2017 – Group Exhibition, Project Room/ Pestana Art District. Cidadela de Cascais.

2016 – Escultura Ar Livre – Amadora 2016

2011 - Do Uno ao Plural – Lisboa Cidade Aberta às Criadoras e Autoras. Galeria da Biblioteca Dr. Orlando Ribeiro, Telheiras, Lisboa.

2009 – Workshop de Escultura em Cerâmica (participação). Oficinas do Convento. Montemor-o-Novo.

2005 – São João (a partir de um original do séc. XVIII). Igreja de Carcavelos.

2005 – Concurso Nacional de Escultura – Art’s Business and Hotel Centre, Hotel VIP Executive Art’s, Parque das Nações – Lisboa.

2000/2001 – New Ideas in Medalic Sculpture. Medalia…Rack Hamper Galery, New YorK, Filadelphia Fine Arts School. Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

2000 – Exposição colectiva dos alunos da F.B.A.U.L. Faculdade das Belas Artes de Lisboa.

2000 – Escultura na Praça 2000. Concurso de Escultura Pública – Sala do Risco, Lisboa.

1999 – Mostra fotográfica de Medalha Portuguesa. FIDEM – Weimar, Alemanha.

1999 – Klub der toten Dichterin. Adília Lopes – página 14, Edition Tranvia, Verlag Walter Frey, Berlim, Alemanha.

1998 – Prémio de Escultura e Pintura D. Fernando II . 2ª Edição – Sintra.

1998 – O Clube da Poetisa Morta. Adília Lopes – Galeria da Cisterna da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

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